Sábado, Julho 04, 2009

Solidariedade...

Desde há pelo menos 35 anos, a palavra solidariedade tem estado no léxico dos portugueses, muitas vezes (demasiadas) em substituição da palavra caridade, que é ao que vimos assistindo.
Portugal nos últimos anos, tem sido um baluarte da dita “solidariedade”, expressa das mais variadas formas.
Até empresas do grupo do Belmiro de Azevedo se envolvem em acções de “solidariedade” tipo faz-me-rir-que-eu-gosto-de-ser-enganado
Há quem afirme que muita da solidariedade existente, é uma versão moderna da caridade dos tempos da “outra senhora”, vulgo salazarismo, vulgo fascismo e que, para além do mais, tem servido para algumas empresas darem uma imagem de enorme preocupação social, que no caso das do grupo SONAE, só mesmo para nos fazerem rir às gargalhadas.
Independentemente destes considerandos, convenhamos que o espírito de solidariedade ultrapassa fronteiras ideológicas. A prová-lo está o acto nobre do Berardo ao convidar o Manuel Pinho (o tal dos cornos, para os menos atentos às questões das lides), em oferecer-lhe um empreguito na sua fundação, considerando que o ex-ministro tem grandes apetências artísticas.
Venham agora dizer-me que a tauromaquia não é uma arte…

Mais louvável ainda é o facto do Berardo não colocar nenhuma condicionante ao factor idade do ex-ministro, nem muito menos, o facto dele (Manuel Pinho) vir de um governo socialista, pois como sabem os mais atentos, este tipo de pessoas, por muito dinheiro que tenham, não se deixam levar por essas questões menores, que é o ser-se socialista, ou do P.S. (que é ainda mais menos), pois outros valores se levantam.
Precisava-mos que houvesse mais Berardos. Aliás, eu até sou da opinião de que todos os portugueses deveriam ter o nível do Berardo, pelo menos (e sou modesto) em termos económicos.
Haja solidariedade!

Sexta-feira, Outubro 20, 2006

Mudam-se as moscas...

O meu amigo Manuel Prazeres, enviou-me um e-mail com este texto, demonstrativo de que as coisas não mudam tanto como podem parecer à primeira vista, ou que no máximo, só mudam as moscas.

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista
e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de
vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a
energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as
moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem
onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é
bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo
misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa
morta. […]



Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro […]



Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País. […]



A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas;



Dois partidos […] sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, […] vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar…"


Guerra Junqueiro, "*Pátria*", 1896

Sexta-feira, Outubro 13, 2006

Deixem-se de merdas!

Encontrei isto na Net e, porque achei interessante, aqui vai:

Um homem, até perde a paciência com estes cabrões que nos desgovernam. É caso para questionar: O que querem deste país?
Não sabem? Não? É fácil de ver: Querem que "os de baixo" continuem a pagar para a engorda "dos de cima".
A merda é que, tal circulo vicioso, a história e as estórias repetem-se constantemente e, há mais de 30 anos que andamos a ser enrabados por estes fulanos, ou por outros da mesma estirpe.
O que é mais grave ( acho eu), é que há pessoas que parecem gostar, pois, telecomandados pela força da maioria da comunicação social, quando chega a altura de meter o papel nas urnas, voltam sempre ao mesmo: a fazer merda!

Não, eu até nem sou um gajo mal educado, não senhor. A puta da paciência é que começa a esgotar-se.
Ainda ontem viram-se milhares de trabalhadores em protesto, e estes sacanas dos (des)governantes andavam como se nada fosse. Estes seres abjectos - os governantes, claro!- só querem saber das pessoas nos actos eleitorais. São uma cambada de ranhosos, é o que são.
Depois vêm para as televisões, com aqueles ares angelicais, muito preocupados com os portugueses, só querem o nosso bem estar e tal e coisa...
Será que não há um caralho que veja que a proporção da riqueza, está na relação directa com a miséria existente?
De facto, não há pior cego do que o que não quer ver.

Vá... deixem-se adormecer pelas Floribellas. Deixem-se comer pelo paleio da padralhada. Pela propaganda do(s) governo(s). Deixem-se andar à espera que as coisas melhorem e não abram os olhos, que não é preciso.

Agora que já desopilei já estou um pouquinho melhor. Mas há mais, podem ter a certeza!
Até breve!

Quarta-feira, Agosto 23, 2006

Aquisições

Os cães sempre foram os meus animais de eleição. Facilmente se compreende a revolta que sinto quando vejo cães (ou gatos) abandonados ou maltratados, seja porque os donos vão de férias, ou por caçadores, o que é muito frequente.
Miserável é a atitude de quem envenena os animais.

Os animais, quando bem tratados e acarinhados, são de uma gratidão extrema. São companhias, que por vontade deles (refiro-me aos cães, claro!), nunca nos deixariam. A minha experiência é a de quem já teve 7 cães.
Não... não tenho a mania das raças! Os meus bichinhos são todos rafeiros, mas com selo de qualidade, que respeita as normas internacional.

Este bleu-bleu todo, surge porque o meu Faísca - o cão de casa - é mesmo um macho latino à moda antiga. Não deixa escapar nada! Por vezes tenho de andar horas atrás dele, quando se "pira" em busca da cadela disponivel das redondezas.
Ora, desta feita não precisou de ir muito longe. Foi mesmo à porta de casa. Os donos pensavam que a cadela estava castrada e...pimba! Lá vai o Faísca...
O resultado é o que se vê na foto. Dois "rapazes" e uma "rapariga".

Digam lá: Não são um encanto?
Ainda havia quem encontrasse no afogamento a "solução" para este "acidente".
Nem pensar, dissemos (eu e a minha mulher) de imediato!!!

Agora, lá teremos de vedar mais um bocado do nosso pequeno quintal, fazer umas casotitas e, depois de desmamados, instalar convenientemente as novas aquisições cá da casa.

Terça-feira, Agosto 08, 2006

Incêndios florestais

Inevitavelmente, mais dia menos dia, teria de abordar esta questão.
Foi hoje, porque, tal como muitas outras pessoas em Gondomar, também eu tive o fogo à porta de casa. A uns escassos 10 metros, para ser mais preciso.
Claro que tive de andar de mangueira em punho a molhar o mato, até que chegassem os bombeiros.


Sendo este tópico um caso particular e, como não sou uma pessoa egoísta, vou passar à abordagem mais geral, destas calamidades que já se vão tornando hábito, basta que haja uns diazinhos de mais calor. Só que o calor não pode, não deve, ser o responsável por todas as situações, algumas de autêntica catástrofe.
Passo a ser mais explícito:
O incêndio que começou a lavrar em S. Pedro da Cova, já se fazia notar a alguns quilómetros de distância, por volta das 7. 30 da manhã. Ora como sabemos, a essa hora não havia calor, a não ser o provocado pelo(s) incêndio(s); não houve trovoadas; não caiu nenhum meteoro nem avião; não houve nenhuma erupção vulcânica. Por isso, como se depreenderá, não se poderá alegar prováveis causas naturais. Logo, só pode ser fruto da acção humana, ou então, a algum fenómeno fisico ou metafisico que ultrapassa a minha compreenção.

Porque há tantos incêndios?
Não sendo um especialista na matéria, tenho entretanto conhecimentos suficientes para afirmar que, para além de ser, em alguns casos, uma forma económica de limpeza de matas, é essencialmente fruto da bandalheira na organização das florestas, na inércia de algumas autoridades, na incompetência de outras e, na incapacidade ou falta de interesse em se fazer cumprir a legislação sobre o tratamento das matas e florestas, ao ponto de, até nas matas nacionais, não haver condições para a intervenção dos bombeiros.
Não há acessos? Façam-nos! Uma qualquer máquina de terraplanagem faz caminhos num instante, e as autarquias têm-nas.
São terrenos privados? Responsabilizem-se os proprietários. É que, trata-se também de questões de segurança de pessoas e bens, e o argumento de que se trata de propriedades privadas, já começa a cansar, pelo menos a mim, que não aceito que o privado se sobreponha aos interesses gerais. Além de que, se esses proprietários deverem dinheiro às Finanças, bem que a propriedade deixa de ser privada, e passa a confiscada.

Por isso, não venham cá com tretas, que sou bom rapaz e como a sopinha toda.

Os cavalheiros da Protecção Civil, que tirem o cu das cadeiras e, antecipadamente, façam um levantamento dos locais de risco nos seus Concelhos e, a devido tempo, tomem medidas para os minimizar, nomeadamente para que se procedam às limpezas, ou identificando ou notificando os proprietários para que o façam e, caso não o façam, apliquem-se as sanções previstas na Lei.
Há muitos interesses envolvidos nos incêndios e nos meios para o seu combate? Admito que sim. Não tenho a certeza. O que me dá algumas certezas, é sentir que nada se faz para contrariar esta situação, a não ser propaganda governamental, e de se verem muitos processos de intenção, que, analisada a realidade, não passam disso mesmo.

Já agora, que os bombeiros tanto se queixam de falta de meios: Porque não colocar os veículos da Polícia de Intervenção - aqueles que servem para dispersar manifestações à mangueirada -, a combater também os incêndios. Já que a GNR o faz…
Até pode ser uma ideia parva, mas é uma ideia bem intencionada.

Está bem… já sei que no rescaldo dos fogos, vão surgir estatísticas a demonstrar que a percentagem de área ardida baixou. Baixará naturalmente, na exacta medida em que, cada ano que passa, menos área há para arder.
Depois querem que Portugal seja um país com vocação turística. Faz-me cócegas a ver se me rio!

Quando Portugal for visto como um todo, e não como um conjunto de regiões avulsas; Quando os departamentos governamentais criarem sinergias e não virem as suas zonas de influência e actividade, como o seu quintal; Quando formos governados por quem goste deste país e não ande armado em laparoto; Quando tivermos um governo com tomates para por um fim nestas calamidades sazonais e, que não ceda a interesses escusos, então, certamente, melhores verãos virão.
Até lá, e para além disso, resta-me a satisfação de ter sempre a mangueira pronta a entrar em acção.

Sexta-feira, Agosto 04, 2006

Inspecções Auto

Às vezes, quando analiso o que se passa à minha volta, questiono-me porque razão ou que maldição recaiu sobre mim, para viver num país como este.

Portugal com uma história que deveria encher de orgulho muita gente, teve o azar – que continua a persistir – de ser governado por uma cambada de gajos, cujo objectivo primeiro é governarem-se e, governar os seus amigalhaços.

Não me admira portanto, que tenhamos governantes que talvez fruto de infâncias infelizes, achem que somos, peças de Lego, com que eles vão brincando.

Eu já tenho idade para aguentar estes gajotes, mas, como não tenho sangue de barata, não posso ficar indiferente às medidas que se vão tomando, sempre com o claro objectivo de não haver objectivo nenhum, pelo menos perceptível.

Exemplos?... Oh… são mais que muitos. Mas só vou de momento despejar uma que me anda atravessada há muito tempo: As inspecções automóveis.

Tinha a ideia, que a razão principal das inspecções, era o discutível conceito de segurança rodoviária. Digo discutível porque, como em princípio todos os carros têm seguro, entendo que a preocupação sobre as condições das viaturas, deveriam ser das seguradoras. Afinal, se uma pessoa para fazer um seguro de vida tem de ter níveis de saúde aceitáveis, porque o mesmo principio não se aplica ao ramo automóvel? Mas adiante…

O ano passado, quando fui fazer a "vistoria" ao meu carro, o funcionário que me atendeu, chamou-me à atenção para a limpeza do interior do veículo. Fiquei pasmo! O que raio tem a limpeza do interior do carro, a ver com a segurança do mesmo? – Interroguei –, respondendo-me que era a lei que impunha isso, e que, caso fosse apanhado pela brigada, a multa era pesada.

Como tenho brevemente de ir com o carro à inspecção, falei na oficina sobre a preparação necessária para não vir a ter problemas, pelo que fiquei a saber que, para além da limpeza, até com o mecanismo de subida dos vidros, esses macacos estão a pegar.

É caso para desabafar: P.Q.P.!!!

Um gajo (eu) nunca teve (felizmente) um acidente, apesar de já conduzir há mais de 30 anos; anda muitas vezes "ó tio,ó tio" para ter o carro a funcionar em condições, porque precisa dele para trabalhar, e estes ca…lhos a inventarem merdas para sacarem ainda mais dinheiro. Mais: Se o meu carro está uma merda, é comigo (deveria ser), e com a minha companhia de seguros. Logo que tenha o seguro em dia…

Não lhes basta – ao governo – a “mina” do Imposto Automóvel; o Selo; o preço dos combustíveis; as portagens (esse resquício do feudalismo); o IVA a 21%, que encareceu, e de que maneira, as reparações nos carros, ainda inventam mais formas de sacarem dinheiro a uma pessoa?

Já agora, como não sou pessoa que tem a mania que sabe tudo, pergunto: Onde fazem as inspecções, as empresas de camionagem que têm os seus veículos a deitar mais fumo que um fumador de cachimbo? E aproveitando a onda de perguntas: Como é possivel uma carro passar na inspecção, e 15 dias depois ter de levar um Kit de embraiagem novo?

Já repararam, prezados leitores, que toda a envolvênciada da questão automóvel, tem a ver com o sacanço de “graveto” ao pessoal?

Por este andar, não me admira nada que até com o hálito de um condutor peguem. Ter mau hálito, e insultar os gajos que mudam de direcção sem dar sinal, pode vir a ser considerado manobra perigosa.

Haja pachorra!

Sexta-feira, Julho 28, 2006

Sem palavras...

Não existem palavras que exprimam a minha indignação e revolta pela barbárie israelita, que os "média" só muito parcialmente referem. Por isso, coloco aqui a ligação para quem estiver interessado em constatar a que níveis pode descer o ser humano.
http://fromisraeltolebanon.info/

Nota importante:
Não é aconselhável a pessoas sensíveis


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Crianças israelitas escrevem mensagens nas bombas que hão-de matar outras crianças ( Foto extraída de: http://resistir.info/ )